domingo, 6 de setembro de 2015

Mesmo com 12 desfalques, São Paulo bate um Inter "bipolar"


No dia 5 de setembro, no Morumbi, o São Paulo venceu o Internacional com gols de Rogério e Michel Bastos. Com esse resultado, o Tricolor entra no G-4. Já o Inter, acabou a noite na 11°colocação.


São Paulo atuou em um 4-2-3-1/4-3-3. Buscando propor o jogo, começou com mais posse, mais ímpeto. Sem a bola, linhas adiantadas em busca da recuperação rápida da posse. 20 minutos iniciais de muita posse e poucas ideias, muito por causa de problemas na saída de bola, já que M.Bastos e Ganso não recuavam para dar opções de passe. Quando Hudson recuava e M.Bastos, junto com Ganso (ou Centurión), aproximava, a saída saia limpa e o time conseguia criar.

SporTV/Premiere

SporTV/Premiere

Ainda no 1°tempo, destaque para Rogério. Muito habilidoso e direto nos lances, causou danos e mais tarde seria recompensado. Time paulista terminou 1°etapa com 47% de posse de bola e 7 finalizações. Foi perdendo posse e teve pouca efetividade nas conclusões, a 2°etapa tinhas que ser mais produtiva. E foi. Diferentemente da 1°etapa, o jogo fluiu mais, Ganso ditava ritmo, Rogério manteve bom nível e a defesa não correu riscos.

Nas substituições, Auro entrou no lugar do Bruno, e os dois pontas (Wilder e Rogério), deram lugar ao M.Reis e ao J.Schmidt. Do 4-2-3-1 foi para o 4-4-2 com M.Bastos na ponta direita, M.Reis na esquerda e Ganso mais adiantado ao lado do Centurión.

No final, boas impressões. Conseguiu levar jogo ao seu estilo, trocando passes e usando laterais como ponto de desequilíbrio. Terminou com 53% de posse e 15 finalizações.

Já o Internacional, atuou em um 4-4-2. Mesmo 4-4-2 da partida diante o Vasco, na quarta. Proposta reativa, já esperada. Linhas em bloco médio/baixo, buscando transições rápidas e muita velocidade em cima da defesa alta do São Paulo. 1°metade mais agradável, dentro de sua proposta, Inter não foi mal.

D'ale e Sasha faziam as diagonais para dar liberdade aos laterais. Valdívia rodava o ataque buscando o lance individual, e Lisandro mais fixo na área. Na saída de bola, jogo direto buscando o próprio. Após fazer jogo mais sem bola, Inter conseguiu ter a dita cuja e conseguiu levar perigo à meta de R.Ribeiro. Teve 53% de posse de bola e 4 finalizações.

SporTV/Premiere


Segundo tempo, e junto com o crescimento dos mandantes, o Inter que deixara boas impressões inicias, acabou virando presa fácil. Perdeu controle de jogo, contra-ataque, presença ofensiva.

Argel tentou, colocou Artur no lugar de Geferson, Anderson no lugar de Sasha e Taiberson no lugar de Lisandro. Pouco mudou, verdade seja dita. Quando se aproximava da área, time errava nas tomadas de decisões. Terminou o jogo com 47% de posse de bola a apenas 5 finalizações. Dito esse contexto, colorados acabaram ficando na roda no Morumbi.


Com 12 (!) desfalques, Osorio e o seu São Paulo venceram bem um Internacional "bipolar", que foi capaz de fazer uma 1°etapa segura e uma 2°etapa desastrosa.

Dados estatísticos: WhoScored.com

Por: Iúri Medeiros

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Em clássico intenso, Arsenal e Liverpool empatam sem gols

No dia 25 de agosto, no Emirates Stadium, Arsenal e Liverpool fizeram o 2°clássico dessa atual temporada da Premier League. Jogo muito movimentado e com pontos interessantes de ambas as equipes.


Arsenal atuou em um 4-2-3-1/4-4-1-1. Minutos iniciais com muita dificuldade na saída de bola com os zagueiros, tanto Chambers tanto Gabriel com dificuldade de lidar com pressão dos três atacantes do clube de Liverpool. Minutos inconstantes até ter domínio da posse e territorial. Sincronismo muito interessante dos homens de frente, faltava conclusão.

Time londrino buscando longos ataques posicionais, com auxílio de laterais e movimentação constante de Ozil e Ramsey, que largava o corredor direito para ajudar na armação. Cazorla e Coquelin mais atrasados fazendo a armação da equipe. Cazorla muitas vezes cortando para o meio e buscando o setor esquerdo (47% dos ataques do Arsenal foram por esse setor).

Reprodução: ESPN


Muita posse de bola (61%) e toques curtos (83% de passes certos). Poucas finalizações (3) e chances criadas (1 finalização no alvo).

Segundo tempo e melhora, mais contundência. Domínio da partida e mais finalizações. A transição defensiva, que muitas vezes foi problema na 1°etapa, melhorou também. 45 minutos finais muito interessantes, com mecanismo bom de movimentação e jogo fluindo, faltou capricho nas finalizações. No decorrer da segunda etapa, Wenger colocou Walcott no lugar de Giroud e Ox.Chamerlain no ludar de Coquelin, trazendo Ramsey para volante. Time terminou o jogo com 19 finalizações (!) e 66% de posse de bola.

Liverpool atuou em um 4-3-3/4-1-4-1. Diferente dos dois primeiros jogos, quando foi de 4-2-3-1/4-4-1-1. Primeiro tempo interessante, reativo e com transições ofensivas interessantíssimas.

Equipe variando entre bloco alto e médio, causando estrago na saída de bola dos "Gunners". Ligação direta para Benteke foi constante e, quando não, saída lavolpiana com Lucas recuando entre os zagueiros liberando os laterais.

Reprodução: ESPN


Coutinho e Benteke muito bem. Coutinho com movimentos leves e insinuantes, desestabilizando defesa londrina. Benteke muito bem fazendo pivô e buscando espaços, começa bem nos "Reds". Equipe atacava com 7/8 homens e pelos lados (Coutinho e Firmino) assustou diversas vezes. Time terminou 1°tempo com 39% de posse de bola e 11 finalizações (!). Bom.

Segundo tempo e ritmo caiu, muito pelo desgaste físico e predomínio que o Arsenal tinha, dificultando saídas em contra-ataque. Mignolet destacável, salvando em diversos momentos. Brendan Rodgers colocou Ibe no lugar de Firmino, A.Moreno no lugar de Coutinho e Rossiter no lugar de Lucas. Com isso, Milner virou 1°volante. Não dá para dizer que equipe jogou mal a 2°etapa, na reta final de jogo, teve até chances de marcar em contra-golpes. Mas comparado a 1°metade, ritmou caiu.


Tivemos um grande jogo em Londres, propostas claras, ritmo alto e valores individuais e coletivos aparecendo. Liverpool mostra que tem um elenco versátil e que vai brigar forte por UCL essa temporada. Já o Arsenal, após início irregular, mostrou pontos que deveriam animar o torcedor, mas para animar de verdade, vencer dentro de casa já é um bom começo.

Dados estatístico: Whoscored.com.br

Por: Iúri Medeiros

domingo, 23 de agosto de 2015

Um Lyon que ajusta peças e busca entrosamento

Diferentemente das últimas temporadas, o Lyon gastou nessa janela. Foram 6 reforços, e desses 6, 2 foram impactantes (Rafael e Valbuena). No dia 22 de agosto, no Stade de Gerland, o time perdeu para o Rennes por 2x1. Resultado que mostra que o tima ainda busca mais conjunto e entrosamento, mostrando mesmo assim, pontos interessantes.




Hubert Fournier montou seu time em um 4-3-1-2 propositor.

Pontos positivos:
1- A saída de bola, o 1°passe, sempre sai com qualidade. Gonalons recua e ajuda, saindo sempre o 1°passe limpo. Enquanto isso, Rafael e Bedimo disparam para o campo de ataque.

Reprodução: ESPN

2- Por falar nos laterais, eles constantemente abrem o campo dando amplitude a alternativas de jogo. Arma muito importante para a equipe.

Reprodução: ESPN

3- No futebol de hoje, a movimentação e o deslocamento dos jogadores são essenciais para o jogo fluir. E Valbuena é um exemplo disso. Se a partida dele não foi excelente, ele sempre abria campo e dava alternativas de passe.

Reprodução: ESPN

Pontos negativos:
1- Como já dito aqui, as laterais são armas fundamentais para o time. Mas, quando se passa a ser SÓ essa arma, fica complicado. As jogadas morriam no meio, e percebendo-se isso, o meio ficou totalmente esvaziado. Claro que isso vai do mérito do adversário que fechou os espaços, mas faltou aproximação e troca de passes curtos para quebrar a 2°linha. Muita correria com Rafael-Valbuena-Fekir e Ferri dando contenção ao apoio (do outro lado vive-versa). Pouco. Um dado que comprova isso: 38% das jogadas de ataque do Lyon ocorreram no lado esquerdo, 39% no lado direito e 23% no meio. Pouco.

Reprodução: ESPN

2- Os problemas defensivos já eram, digamos, esperados. O lado direito da defesa é novo. Rafael (ex Man.United) e Mapou (ex Roma) ainda buscam entrosamento. Porém, nesse início de temporada, é uma arma para ser explorada dos rivais, já que Rafael sempre teve problemas defensivos e Mapou nunca foi exemplo de segurança.

3- O Lyon na partida teve 69% de posse de bola e das 15 finalizações, apenas 4(!) foram no alvo. Para uma equipe que teve presença constante no campo de ataque, é muito pouco. Mostra dificuldade no último terço do campo e mostra abuso de jogadas laterias, já que a 1° opção era sempre cruzar na área.

Fournier já mostrou que tem capacidade e qualquer questionamento mais severo aos jogadores seria injusto. Temporada começando e a equipe ainda se reajusta. Peças novas requer tempo para adaptação, tempo de adaptação requer paciência. E o time do Lyon, encaixando bem esses novos jogadores, pode dar trabalho.

Dados estatísticos: Whoscored.com

Por: Iúri Medeiros

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

City vence e convence diante de um Chelsea com problemas



No dia 16 de agosto, no Etihad Stadium, ocorreu o 1°clássico da atual temporada da Premier League. Manchester City vinha embalado de uma boa vitória contra o West Bromwich fora de casa. Já o Chelsea vinha de um empate em casa contra o o bom time do Swansea City. 3x0 para os mandantes refletiu bem o jogo.



City manteve o 4-2-3-1/4-4-1-1 da 1°rodada. Muito envolvente pelos lados do campo e muita participação ofensiva de Y.Toure e D.Silva. Jogadores fundamentais no plantel de Manuel Pellegrini.

Com criatividade no meio e presença ofensiva nas laterais (principalmente no lado esquerdo), criar não era um problema. Aguero perdeu duelos com Begovic e o gol vinha se desenhando.

Sem a bola, um 4-4-1-1 muito compacto negando espaços ao extremo. Com ela, D.Silva circulava o campo todo buscando passes curtos e aproximação. Toure fazia o mesmo, deixando Fernandinho mais fixo no centro do campo.

Reprodução: Fox Sports



Reflexo disso, a posse de bola dos "citizens" foi de 49%. Porém, de 9 finalizações 4 foram no alvo. E nesse contexto de aproximação e coletividade, saiu um gol na individualidade de S.Aguero, o "matador" do City.

Segunda etapa de mais reatividade, sempre buscando Sterling (que fez o que quis com Ivanovic). Sterling e Kolarov vêm formando uma bela dupla, uma arma fatal, que ontem fez barulho de novo.

Em cobrança de escanteio, gol do belga Kompany (como na 1°rodada). Até aí, sofrendo muito pouco riscos. Mangala e Kompany se consolidando junto com um Sagna seguro, diga-se. E para fechar, gol de recuperação rápida no campo de ataque, que terminou em boa finalização de Fernandinho. Vitória selada, atuação muito boa.

Chelsea de Mourinho veio no já conhecido 4-2-3-1/4-4-1-1. Com novidades, Ramires na direita (para bloquear avanças de Kolarov) e Fabregas volante ao lado de Matic. Com isso, Willian meia-central .

"Blues" com muita dificuldade no último terço do campo. Diante uma marcação compacta, muitos erros de passe e pouca efetividade em lances individuais comprometeram ofensivamente a equipe. Matic e Fabregas não deram conta de diminuir "estragos" dos meias do City e Ramires não cumpriu sua missa defensiva.

Com a bola, a movimentação era constante. Willian virava extremo-esquerdo e Hazard meia-central. Fabregas avançava para dar qualidade no passe, Ramires abria corredor para Ivanovic. A ideia foi muito boa, na prática pouca eficiência e muitos erros.

Reprodução: Fox Sports



Primeiro tempo com mais posse (51%) e poucas finalizações (4). Nenhuma no alvo. Pouco chegou e pouco acertou.

Segundo tempo e script mantido. Muita dificuldade em romper linhas de marcação dos mandantes e dificuldade em criar linhas de passe. Jogo pouco vertical.

Ivanovic pouco efetivo nas subidas, Fabregas pouco inspirado, Hazard e Willian errando muito, tudo faz parte do contexto. Mas coletivamente, em si, o Chelsea foi mal demais. E precisa melhorar.

No final, City finalizou 19 vezes contra 10 finalizações do Chelsea. Vitória incontestável, que mostra que o City está no caminho certo e cria um sinal de alerta no lado azul de Londres.



Dados estatísticos: whoscored.com

Por: Iúri Medeiros

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Corinthians bate o Sport no melhor jogo do Brasileirão-2015

Um espetáculo. Fez jus aos R$54 pagos em média para assistir Corinthians x Sport em Itaquera. Sete gols, muita intensidade, organização e emoção nos 90 minutos. 
Panorama do primeiro tempo.


Criticado (inclusive por este que vos escreve) por recuar muito o time nos últimos jogos, Tite mostrou um Corinthians mais ousado que de praxe. Time veio no habitual 4-1-4-1, com Cássio no gol; Fagner, Edu Dracena, Gil e Uendel na primeira linha; Bruno Henrique entre-linhas; Jadson e Malcom nas pontas, Elias e Renato Augusto nas meias; Luciano como "nove móvel". Pressão alta, triangulações rápidas pelos flancos e linhas bem próximas. Propondo o jogo.
4-1-4-1 do Corinthians pressionando a saída adversária.

Sport veio no habitual 4-2-3-1 (4-4-2 em linhas ao negar espaços). Danilo Fernandes no gol; Samuel Xavier, Matheus Ferraz, Durval e Renê na primeira linha; Rithely e Rodrigo Mancha volantes; Marlone e Élber nas pontas, Diego Souza flutuando atrás de André. Marcação entre intermediárias com linhas bem próximas. Jogo reativo e transicional. 
4-4-2 em linhas do Sport sem a posse.

Duas ótimas equipes coletivamente. Conceitos modernos utilizados por ambas e busca por pontos preciosos na briga pela parte de cima da tabela.
Timão buscou trabalhar a bola e, com muita intensidade, chegar rapidamente à frente. Para isso utilizava triângulos pelos lados com Uendel-Renato Augusto-Malcom e Fagner-Elias-Jadson. Assim tinha superioridade (ou no mínimo igualdade) numérica para criar e chegava constantemente. Pelo centro, pouquíssimo espaço.
Momento em que os dois meias do Corinthians recuam para armar de trás.

Sport fazia sua saída sempre pelo chão, de pé em pé. Trabalhava a bola em velocidade e deixava o ponta do lado oposto sempre bem aberto, gerando a amplitude. Campo "cresce" com isso, e espaços entre e intra-linhas aparecem. 
Mandantes controlaram a posse em boa parte do jogo. Chegaram a ter 78% de posse de bola entre os minutos 35 e 40 da etapa inicial. Além disso, forma em que as jogadas fluíam impressionava. Em determinado momento, Corinthians vencia por 3-1 e jogo aparentava estar decidido, com "cara de goleada". Entretanto, o Sport voltou ao jogo depois das entradas de Régis e Hernane Brocador. Foi buscar o empate com dois gols de Hernane em intervalo de 5 minutos. 
No primeiro gol de Hernane com a camisa rubro-negra, Arana erra passe fácil e complica a defesa. Gil escorrega e Edu Dracena, lento, não consegue chegar para impedir o chute.
Segundo gol leonino.

Cinco minutos depois, Régis inicia jogada e toca para Diego Souza, que cruza rasteiro. Hernane antecipa Edu Dracena com facilidade para deixar tudo igual: 3-3!
Gol de empate do Sport, segundo de Brocador pelo clube.

Já nos acréscimos, Arana vai ao ataque e cruza. Bola bate no braço de Rithely, que estava levantado. Segundo a FIFA, não é um movimento natural de um carrinho. Rithely deu margem e cometeu o pênalti no fim. Jadson converteu, tirando a igualdade do placar.
O Pênalti a favor do Corinthians.

Com a vitória, Corinthians abre 7 pontos para o Sport, atual 6º colocado.
Segunda derrota do Leão na competição, novamente como visitante. Primeira para o Atlético-MG, por 2-1, e agora, para o Corinthians, por 4-3.
Oitava vitória do Corinthians como mandante na competição. Primeira vez que conquista os 3 pontos mesmo levando mais de um gol.
Times que terminaram a partida. 4-1-4-1 x 4-2-3-1.

Irresponsabilidade de alguns jornalistas dizer que há complô a favor do Corinthians, que em outras oportunidades já foi prejudicado neste campeonato. Na última rodada, contra o São Paulo, houve um erro grave a seu favor, de fato. Mas contra o Sport, arbitragem tranquila do paulista Luiz Flávio de Oliveira. Apenas 18 faltas e 2 cartões amarelos. Ridículo deixar de falar sobre um grande jogo para tratar exclusivamente de arbitragem. Quem perde é o telespectador...
Gabriel Guedes.

Com mudanças, Flamengo bate Atlético-PR



Em um Maracanã com 20 mil pessoas, no dia 12 de agosto, Flamengo vence o Atlético-PR por 3 a 2 e mostra pontos interessantes. Cristóvão vai ganhando peças e evolução vai se tornando inevitável. O Atlético de Milton oscilou durante a partida e teve dificuldades de furar o sistema defensivo do rubro-negro carioca.



Flamengo atuou no 4-4-1-1/4-2-3-1. Perguntado antes da partida qual esquema utilizaria, Cristóvão foi claro: "Darei liberdade para Sheik e Ederson". E deu, sem a bola duas linhas de quatro com os dois mais avançados.

Defensivamente, equipe muito sólida. Negou espaços e conseguiu com êxito atrapalhar a saída de bola do adversário, fazendo assim, que o jogo pouco fluísse no meio-campo. Como novidades, uma dupla de volantes com passe mais refinado (Canteros e A.Patrick), M.Araújo extremo-direito e Sheik mais avançado.

Com a bola, M.Araújo recuava abrindo espaço para Pará, Sheik rodando o campo todo, Jorge e Éverton fulminantes na esquerda e A.Patrick infiltrando deixando Canteros como passador principal. Ederson aparecia nesse contexto transicional mais como infiltrador do que qualquer outra coisa. Pouca armação e muita velocidade.

Segundo tempo menos reativo e mais propositor dos mandantes. Valorizando a posse e segurando jogo (principalmente por parte do Sheik). Com as mudanças, Sheik recuou e Kayke ficou como atacante. Samir entrou no lugar de Wallace (machucado) e Jonas assumiu o lugar de Canteros.

Reprodução: SporTV


Atlético-PR atuou no 4-2-3-1/4-4-1-1. Dificuldade em colocar jogo em prática. Linhas em bloco médio e dificuldade em conter jogadas pelos lados flamenguista.

Com a bola, Otávio recuava para ajudar na saída, mas com meio congestionado Walter muitas vezes vinha buscar jogo no meio-campo. Isso quando não usava ligação direta, sem sucesso. Pontas pouco participativos: Nikão e M.Guilherme inverteram o lado logo no começo do jogo, ambos a baixo, anulados pela marcação flamenguista. Hernani avançava e pouco concluía, refugo era os laterais avançados.

Reprodução:SporTV


Muita posse e pouca efetividade. Resumo do Furacão na 1° etapa no Maracanã. Já na segunda, equipe mais reativa. Sem sucesso também. Milton Mendes sacou B.Mota logo na 1°tempo (para a entrada de Barrientos). No intervalo, sacou o apagado Nikão para a entrada de Crysan e logo mais em seguida, D.Hernandes no lugar do Otávio. Sem resultado

Ambos os gols do Furacão surgiram de bola parada, e isso explica muita coisa. Expulsão de Hernani foi a cartada final para saber que à noite não seria do Atlético.



Por: Iúri Medeiros

domingo, 9 de agosto de 2015

Intenso e arrasador, Grêmio fez o que quis no Gre-Nal



Certamente, 9 de agosto de 2015 será uma data lembrada pelos tricolores gaúchos com muito carinho. O jogo refletiu o momento e a situação dos rivais, e só comprovou, que o Grêmio de Roger Machado brigará pelo título, e que os problemas do Inter eram e é, muito maiores que o D.Aguirre.



Grêmio atuou no 4-2-3-1/4-4-1-1 de sempre. Propositor, móvel e com alternativas de jogo. Alternava entre linhas médias e altas. Na saída de bola, um destaque a ser relatado, é a participação ativa dos volantes. Maicon, Edinho e até Giuliano recuam e buscam sempre fazer a saída limpa, buscando Douglas, Luan ou P.Rocha.


Reprodução: Sportv

Reprodução: Sportv


Laterais incisivos, pontas móveis, triangulações e rápidas transições marcam esse time. Diante um rival exposto, a tarefa foi ainda mais facilitada.

Inter atuou no 4-2-3-1/4-4-1-1. Imensa dificuldade na saída de bola e pífio jogo transicional marcaram o Inter na partida. Sempre buscando as laterais, jogo ficava muito previsível. Sasha e Valdívia recuavam para receber a bola e não davam sequência, R.Dourado ficava sobrecarregado na saída de bola já que Wellington se mandava ao ataque. Com isso, ligação direta foi um recurso nulo, sem efeito algum.

Reprodução: Sportv


Viram a diferença? Ambos os time alternavam linhas altas/médias, mas apenas o Grêmio soube sair jogando e criar ataques posicionais. Anderson foi fundamental para produção ofensiva do Inter ser baixa. Pouco participativo, presa fácil à marcação gremista e pouco vertical.

No segundo tempo, Inter aumentou sua posse. Porém, pouco infiltrou e pouco finalizou. Alex e Nilton entraram para dar mais vigor físico e finalização ao time. Nada além de uma bola na trave do camisa 12.

O jogo relata bem a fase das equipes. Grêmio vem amadurecendo sua estrutura e padrão de jogo com altas expectativas quanto ao final do campeonato. Inter vê um time semifinalista de Libertadores ir se desfazendo aos poucos e tentando se reafirmar como equipe. Aí eu te pergunto: a culpa era do Aguirre?



Por: Iúri Medeiros