Certamente, 9 de agosto de 2015 será uma data lembrada pelos tricolores gaúchos com muito carinho. O jogo refletiu o momento e a situação dos rivais, e só comprovou, que o Grêmio de Roger Machado brigará pelo título, e que os problemas do Inter eram e é, muito maiores que o D.Aguirre.
Grêmio atuou no 4-2-3-1/4-4-1-1 de sempre. Propositor, móvel e com alternativas de jogo. Alternava entre linhas médias e altas. Na saída de bola, um destaque a ser relatado, é a participação ativa dos volantes. Maicon, Edinho e até Giuliano recuam e buscam sempre fazer a saída limpa, buscando Douglas, Luan ou P.Rocha.
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| Reprodução: Sportv |
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| Reprodução: Sportv |
Laterais incisivos, pontas móveis, triangulações e rápidas transições marcam esse time. Diante um rival exposto, a tarefa foi ainda mais facilitada.
Inter atuou no 4-2-3-1/4-4-1-1. Imensa dificuldade na saída de bola e pífio jogo transicional marcaram o Inter na partida. Sempre buscando as laterais, jogo ficava muito previsível. Sasha e Valdívia recuavam para receber a bola e não davam sequência, R.Dourado ficava sobrecarregado na saída de bola já que Wellington se mandava ao ataque. Com isso, ligação direta foi um recurso nulo, sem efeito algum.
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| Reprodução: Sportv |
Viram a diferença? Ambos os time alternavam linhas altas/médias, mas apenas o Grêmio soube sair jogando e criar ataques posicionais. Anderson foi fundamental para produção ofensiva do Inter ser baixa. Pouco participativo, presa fácil à marcação gremista e pouco vertical.
No segundo tempo, Inter aumentou sua posse. Porém, pouco infiltrou e pouco finalizou. Alex e Nilton entraram para dar mais vigor físico e finalização ao time. Nada além de uma bola na trave do camisa 12.
O jogo relata bem a fase das equipes. Grêmio vem amadurecendo sua estrutura e padrão de jogo com altas expectativas quanto ao final do campeonato. Inter vê um time semifinalista de Libertadores ir se desfazendo aos poucos e tentando se reafirmar como equipe. Aí eu te pergunto: a culpa era do Aguirre?
Por: Iúri Medeiros






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