No dia 16 de agosto, no Etihad Stadium, ocorreu o 1°clássico da atual temporada da Premier League. Manchester City vinha embalado de uma boa vitória contra o West Bromwich fora de casa. Já o Chelsea vinha de um empate em casa contra o o bom time do Swansea City. 3x0 para os mandantes refletiu bem o jogo.
City manteve o 4-2-3-1/4-4-1-1 da 1°rodada. Muito envolvente pelos lados do campo e muita participação ofensiva de Y.Toure e D.Silva. Jogadores fundamentais no plantel de Manuel Pellegrini.
Com criatividade no meio e presença ofensiva nas laterais (principalmente no lado esquerdo), criar não era um problema. Aguero perdeu duelos com Begovic e o gol vinha se desenhando.
Sem a bola, um 4-4-1-1 muito compacto negando espaços ao extremo. Com ela, D.Silva circulava o campo todo buscando passes curtos e aproximação. Toure fazia o mesmo, deixando Fernandinho mais fixo no centro do campo.
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| Reprodução: Fox Sports |
Reflexo disso, a posse de bola dos "citizens" foi de 49%. Porém, de 9 finalizações 4 foram no alvo. E nesse contexto de aproximação e coletividade, saiu um gol na individualidade de S.Aguero, o "matador" do City.
Segunda etapa de mais reatividade, sempre buscando Sterling (que fez o que quis com Ivanovic). Sterling e Kolarov vêm formando uma bela dupla, uma arma fatal, que ontem fez barulho de novo.
Em cobrança de escanteio, gol do belga Kompany (como na 1°rodada). Até aí, sofrendo muito pouco riscos. Mangala e Kompany se consolidando junto com um Sagna seguro, diga-se. E para fechar, gol de recuperação rápida no campo de ataque, que terminou em boa finalização de Fernandinho. Vitória selada, atuação muito boa.
Chelsea de Mourinho veio no já conhecido 4-2-3-1/4-4-1-1. Com novidades, Ramires na direita (para bloquear avanças de Kolarov) e Fabregas volante ao lado de Matic. Com isso, Willian meia-central .
"Blues" com muita dificuldade no último terço do campo. Diante uma marcação compacta, muitos erros de passe e pouca efetividade em lances individuais comprometeram ofensivamente a equipe. Matic e Fabregas não deram conta de diminuir "estragos" dos meias do City e Ramires não cumpriu sua missa defensiva.
Com a bola, a movimentação era constante. Willian virava extremo-esquerdo e Hazard meia-central. Fabregas avançava para dar qualidade no passe, Ramires abria corredor para Ivanovic. A ideia foi muito boa, na prática pouca eficiência e muitos erros.
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| Reprodução: Fox Sports |
Primeiro tempo com mais posse (51%) e poucas finalizações (4). Nenhuma no alvo. Pouco chegou e pouco acertou.
Segundo tempo e script mantido. Muita dificuldade em romper linhas de marcação dos mandantes e dificuldade em criar linhas de passe. Jogo pouco vertical.
Ivanovic pouco efetivo nas subidas, Fabregas pouco inspirado, Hazard e Willian errando muito, tudo faz parte do contexto. Mas coletivamente, em si, o Chelsea foi mal demais. E precisa melhorar.
No final, City finalizou 19 vezes contra 10 finalizações do Chelsea. Vitória incontestável, que mostra que o City está no caminho certo e cria um sinal de alerta no lado azul de Londres.
Dados estatísticos: whoscored.com
Por: Iúri Medeiros






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