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| Foto: Reprodução / Folha Press |
Merecimento é algo que deve ter seu valor dentro do futebol. Não foi por acaso que Enderson Moreira utilizou esta palavra para justificar a não escalação de Cícero entre os titulares. No habitual 4-2-3-1, optou por Pierre fazendo dupla com Edson. Errou.
Porque sem Jean o Fluminense perdia em qualidade de passe no meio-campo e, consequentemente, sua saída de bola. Edson, encarregado do papel de organizador de trás, não possui qualidade de passe suficiente para tal (Cristóvão Borges, no início do ano, o encarregou desta função no 4-1-4-1 e não obteve o resultado esperado), e, com isso, o jogo não fluiu para a equipe carioca.
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| Avaí no 4-3-1-2 marcador e aplicado. |
Talvez o gol sofrido logo aos cinco minutos da etapa inicial tenha atrapalhado, mas a postura estática do tricolor chamava atenção. A proposta totalmente reativa do Avaí era clara: abdicar da posse de bola, aplicação tática, e aproveitar o erro do adversário.
Laterais marcados, volantes com pouca qualidade de passe, e setores distantes. A inoperância do Fluminense começou na parte defensiva. Os lances mais perigosos saíram nas bolas paradas de Ronaldinho.
Os 70% de posse de bola para o Fluminense no primeiro tempo não trouxeram muitos benefícios. Enderson tentou algo novo no início da etapa final com a entrada de Cícero na vaga de Breno Lopes. Sem sucesso.
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| Compactação do Avaí em duas linhas de quatro. |
Mesmo com a mudança, a estrutura tática da equipe permanecia. Cícero e Ronaldinho eram obrigados a encostar mais do que o necessário nos volantes para tentar fazer o jogo fluir, mas, como consequência, abriam campo para a marcação do adversário.
Wellington Paulista também entra na vaga do inerte Magno Alves, mas Enderson só percebe a necessidade de mudar a estrutura da equipe aos 30 minutos do segundo tempo, quando saca Pierre e lança Lucas Gomes recuando Cícero para a função de volante.
Abafa nos minutos que restavam, como na boa cobrança de falta de Ronaldinho, aos 34 minutos, e chute rente a trave de Marcos Junior, aos 42.
Para números finais: 66% de posse de bola para o Fluminense, contra 34% do Avaí; 13 contra 8 nas finalizações.
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| Panorama do segundo tempo. |
*Estatísticas: One Football e Footstats.




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